A partir da próxima sexta-feira, a cidade do Rio de Janeiro dará um passo significativo na modernização de seus serviços de estacionamento com o lançamento do Rio Rotativo Digital. A iniciativa visa substituir os tradicionais talões de papel e o uso de dinheiro, exigindo que os motoristas utilizem o aplicativo Jaé para encontrar e pagar por vagas de estacionamento. O projeto piloto será implementado nas áreas ao redor da Lagoa, onde atualmente, os locais estão fechados por cancelas e cobram taxas que variam entre R$ 18 e R$ 20. Com o novo sistema, o valor por duas horas será reduzido para apenas R$ 2.
Os pagamentos poderão ser efetuados através de métodos digitais, como Pix, cartões de crédito, ou utilizando o saldo do aplicativo Jaé. É importante ressaltar que o vale-transporte não será aceito para essas transações. Além disso, o governo estadual destacou que, embora os guardadores de carros, conhecidos como flanelinhas, continuem nas ruas, suas funções passarão a ser de fiscalização, garantindo o cumprimento do pagamento digital e o controle do tempo máximo de permanência nas vagas. A nova regulamentação determina um limite de uso de até seis horas por dia em uma mesma vaga, após o qual o motorista deverá esperar pelo menos uma hora para voltar a estacionar no mesmo local.
Esse novo modelo busca aumentar a rotatividade das vagas, um problema recorrente na orla da Zona Sul, onde muitos motoristas compram múltiplos talões para ocupar os mesmos espaços durante todo o dia. Segundo o secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes, essa medida foi estabelecida com o intuito de tornar as vagas realmente acessíveis a todos os usuários.
O Rio Rotativo Digital não só promete facilitar a experiência de estacionamento, mas também visa combater as práticas abusivas de flanelinhas, que em algumas situações chegam a cobrar valores exorbitantes para os motoristas. O prefeito Eduardo Cavaliere ressaltou que essa nova abordagem é um passo importante para acabar com a extorsão cometida por aqueles que se aproveitam da situação. Contudo, a fiscalização não será realizada apenas pelos guardadores, que têm uma identificação clara e uma remuneração por tíquete vendido, mas também por agentes de trânsito que, remotamente, terão a responsabilidade de aplicar multas.
A expectativa é de que o novo sistema seja ampliado para cerca de 35 mil vagas públicas na cidade, com foco inicialmente nas áreas mais demandadas. O processo de recadastramento das vagas está em andamento. Com essa iniciativa, o governo espera não apenas simplificar o processo de estacionamento, mas também criar um ambiente mais seguro e justo para motoristas e usuários do transporte público na cidade.





