Em entrevista, o secretário estadual de Fazenda, Guilherme Mercês, destacou que a adesão ao Propag permitirá que o governo estadual também considere a recomposição salarial dos servidores, algo que era mais difícil sob o regime anterior de recuperação fiscal. Segundo Mercês, o novo programa é mais flexível e propõe um equilíbrio entre a necessidade de cortar gastos e a manutenção da capacidade de investimento do Estado.
No entanto, essa transição não é isenta de desafios. O governo federal impõe contrapartidas rigorosas para assegurar a saúde financeira do estado, como a implementação de um teto de gastos. Mercês comentou sobre as medidas que estão sendo adotadas para equilibrar as prioridades governamentais, incluindo a demissão de mais de 3 mil servidores comissionados e a realização de auditorias em contratos vigentes, estratégias que visam cortar despesas e permitir uma reavaliação das políticas públicas.
Os números apresentados pelo governo estadual indicam que a adesão ao Propag garantirá uma economia de R$ 6,2 bilhões ainda este ano, prevendo-se uma economia adicional de R$ 12,3 bilhões até 2027. Essa estratégia está alinhada com o financiamento da dívida a juros zero, reduzindo o montante total da dívida de R$ 210 bilhões para R$ 168,5 bilhões. Para viabilizar essa redução, o governo irá utilizar futuras recebíveis, por intermédio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR), um instrumento criado com a recente reforma tributária. Mercês também mencionou que é possível que outras dívidas sejam amortizadas por meio da venda de bens imóveis do estado.
A adesão ao Propag é um movimento estratégico que poderá remodelar o cenário econômico do Rio de Janeiro, promovendo um equilíbrio financeiro que, espera-se, propicie melhores condições de vida para os cidadãos fluminenses.
