A expectativa inicial era que a situação fosse temporária, com a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) elegendo um governador-tampão ainda em abril. Contudo, essa ideia não se concretizou, uma vez que o entrave gira em torno de questões jurídicas sobre as consequências da decisão do TSE e as ações em andamento no STF que discutem o formato da escolha do sucessor de Castro. O ministro Flávio Dino pediu vista do processo, aguardando o acórdão do TSE sobre a inelegibilidade do ex-governador antes de avançar no julgamento.
Embora se considere que o acórdão já esteja pronto, ele ainda depende de procedimentos internos para publicação. Após a divulgação, o texto não deverá abordar explicitamente o método de escolha do novo governador. O STF está dividido entre duas abordagens: a eleição indireta, onde deputados estaduais escolheriam o sucessor, ou uma eleição direta, que envolveria o voto popular.
Com a indefinição sobre o comando do governo, Ricardo Couto segue interinamente em suas funções e já iniciou uma série de mudanças administrativas, exonerando mais de 600 servidores e promovendo auditorias em contratos estaduais. Além disso, ele se reuniu com prefeitos e com o presidente do STF para discutir a distribuição dos royalties do petróleo, tema que deve ser julgado em breve.
A instabilidade política no estado é refletida no cenário atual, com posturas divergentes entre os ministros do STF e uma Alerj que tenta restabelecer sua influência, buscando a transferência da liderança interina de Couto para Douglas Ruas, eleito como novo presidente da Assembleia Legislativa. Enquanto isso, a indefinição sobre a futura liderança do Estado do Rio de Janeiro continua, gerando insegurança e questionamentos sobre a condução governamental em um momento tão delicado.
