Apesar da boa notícia, a transição para o Propag ainda depende de algumas etapas essenciais. A Secretaria de Fazenda e a Procuradoria Geral do Estado estão atualmente revisando questões jurídicas relacionadas ao processo. O governo do Rio, sob a liderança do desembargador Ricardo Couto, que está atualmente exercendo a função de governador, já iniciou conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na reunião realizada na última quarta-feira (29), foram debatidas estratégias para aumentar a capacidade financeira do estado, o que é fundamental para equilibrar as contas públicas.
Além dessas discussões, o governo também está empenhado na avaliação dos ativos disponíveis que podem ser utilizados para amortizar parte da dívida ao ingressar no novo programa. Essa análise é vital para a efetivação da adesão, e as autoridades visam concluir esse processo até o final de junho deste ano.
O secretário da Fazenda, Guilherme Mercês, destacou a importância do Propag para a saúde financeira do estado: “Esse programa proporciona um fluxo de caixa melhor, permitindo que as parcelas da dívida sejam conciliadas com outras despesas necessárias para a manutenção das políticas públicas essenciais”, explicou.
Atualmente, a dívida do Rio de Janeiro com a União é superior a R$ 203,3 bilhões, refletindo um desafio significativo para o governo estadual. Com essas novas diretrizes financeiras, espera-se que o estado não apenas consiga reduzir sua carga de dívida, mas também reforce sua capacidade de investir em áreas cruciais, afetando positivamente a vida da população fluminense. A decisão de integrar o Propag é vista como um caminho promissor para a recuperação econômica e a sustentabilidade fiscal do estado.
