A confecção do tapete, que mede cerca de 30 metros, empregou mais de 300 quilos de tecidos, resultado de campanhas de arrecadação e parcerias. Este ano, o trabalho foi realizado utilizando a técnica de retalhos, um formato inovador para a festividade. A proposta é que o tapete funcione como um convite à reflexão sobre a preservação da espiritualidade e a transformação do entorno através de pequenas ações. Marcos Martins, gestor do Consórcio Cristo Sustentável, destaca a importância dessa mensagem em tempos de anunciadas mudanças sociais e ambientais.
A programação contínua ao longo do dia com uma missa solene na Igreja de Sant’Ana, no Centro do Rio, às 10h, também celebrada por Dom Orani. Já à tarde, uma procissão terá início às 15h, saindo da mesma igreja em direção à Catedral Metropolitana, onde um auto de Corpus Christi será apresentado às 17h. A peça, escrita e dirigida por Luis Fernando Bruno, promete ser uma tocante expressão de fé e arte, retratando a vida de santos importantes, como Santa Teresinha, São Tarcísio e a Virgem Maria.
O espetáculo contará com a participação de 15 artistas, incluindo atores, cantores e bailarinos, e é uma realização conjunta da Arquidiocese do Rio e da Secretaria Municipal de Cultura. O diretor do auto enfatiza que esse é um momento de renovação de esperanças e bênçãos.
Enquanto isso, em São Gonçalo, na Região Metropolitana, a tradição do tapete de sal também se renova. Com tema dedicado a São Francisco de Assis, a confecção ocorrerá no Centro da cidade. Serão utilizados mais de 1.600 sacos de sal para criar 236 tapetes. A celebração começará às 7h e contará com louvores, Terço da Misericórdia e uma missa a partir das 16h, finalizando com uma procissão. A festividade de Corpus Christi, portanto, reflete não apenas a devoção, mas também a união e a criatividade das comunidades na celebração da fé.
