Orelha foi encontrado em estado crítico em janeiro, agonizando sob um carro na Praia Brava. Apesar de ser resgatado e internado, não sobreviveu aos ferimentos. Em uma apuração que durou três semanas, a Polícia Civil identificou um dos quatro adolescentes presentes no momento da agressão como responsável pela morte do animal, um fato que rapidamente ganhou atenção da mídia e das redes sociais.
O MPSC, que já havia solicitado novas diligências no início de fevereiro, emitiu um pedido mais recente, argumentando que as provas até então apresentadas estavam inadequadas e não esclareciam todos os aspectos do crime. Segundo um comunicado do órgão, a análise de um “grupo técnico” visa garantir que nenhuma informação relevante seja negligenciada na busca por uma conclusão justa no caso.
Internautas expressaram sua revolta, muitos interpretando a movimentação dos promotores como uma forma de procrastinação. Comentários como “esperaram a poeira assentar para arquivar” e “quanto mais ‘claro’ é o caso, menos provas ele tem” emergiram em diversas plataformas, revelando um sentimento de frustração com o que consideram um desenrolar insatisfatório das investigações.
O advogado criminalista Oberdan Costa comentou que é atípico que a promotoria solicite um segundo pedido por novas provas, mas ressaltou que a cautela do Ministério Público não deve ser vista como desinteresse, especialmente em casos de grande notoriedade como o de Orelha.
O caso não apenas trouxe à luz questões sobre maus-tratos a animais, mas também fomentou protestos e mobilizações em várias cidades. A luta por justiça por Orelha refletiu a crescente conscientização sobre direitos dos animais e a necessidade de um sistema judiciário mais eficaz para lidar com tais situações.






