A Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Alagoas adiou para o próximo dia 22 o julgamento dos réus na Operação Taturana, entre eles três deputados federais, dois candidatos a prefeito de Maceió, Paulão (PT) e Cícero Almeida (PMDB). Caso a condenação seja mantida por unanimidade, Paulão e Almeida se tornarão inelegíveis já para a eleição deste ano.
A Operação Taturana, deflagrada em 2007, apontou um rombo de R$ 300 milhões nas finanças da Assembleia Legislativa de Alagoas. Almeida e Paulão, entre outros, foram condenados pelo uso de recursos da verba de gabinete para pagamento de empréstimos feitos em seu nome.
O petista teria até utilizado um cheque de R$ 30 mil do Legislativo para pagar uma parcela de um desses empréstimos.
Almeida também responde a um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a chamada Máfia do Lixo em Maceió. Como prefeito, ele fez um contrato com empresas para a coleta do lixo sem licitação e o Ministério Público o denunciou por improbidade administrativa e suposto desvio de R$ 200 milhões dos cofres do município.
O peemedebista teria que depor ao STF esse mês, mas conseguiu adiar para uma data ainda não determinada.
Também no Supremo, Cícero Almeida responde por infidelidade partidária, por ter deixado o PRTB para se filiar ao PSD. Como se fosse pouco, o candidato pemedebista ainda arrumou um quiproquó com uma liderança comunitária, no primeiro de atividade política de sua campanha, e foi denunciado por crime de injúria e difamação.
Mas Paulão e Almeida seguem na campanha como se não tivessem nenhuma implicação jurídica. E tentam no gogó fazer o povo acreditar que eles não passam de vítimas de seus adversários, mesmo que as ações movidas contra ambos tenham partido tão somente e unicamente do Ministério Público.
Mas uma coisa é certa, o babado na Justiça pra Almeida não tá fácil.







