Embora a data desse encontro ainda não tenha sido estabelecida, fontes próximas ao governo garantem que ocorrerá em breve. Isso se dá em resposta à pressão crescente, especialmente após o governo expressar novamente a vontade de apresentar um novo projeto de lei em regime de urgência sobre a questão da escala 6×1.
Problemas de agenda têm dificultado a realização dessa reunião. Hugo Motta, que tinha compromissos acadêmicos na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, modificou seus planos devido à intensa discussão legislativa prevista para a próxima semana. Entre os assuntos a serem tratados está a sabatina e a votação dos candidatos ao Tribunal de Contas da União (TCU), bem como a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa a eliminação da escala 6×1, que está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
No dia em que Motta divulgou a pauta da semana, surgiram rumores de que o governo teria desistido de enviar um novo projeto de lei. No entanto, essas informações foram desmentidas rapidamente pelo Palácio do Planalto, que reafirmou sua intenção de avançar com o texto.
O presidente Lula reiterou que o projeto seria enviado ainda nesta semana, embora não tenha ocorrido até o momento. Em meio a compromissos em São Paulo, a urgência da proposta tem se tornado um tema central na agenda governamental.
A PEC em questão visa transformar a jornada de trabalho em um modelo 5×2, permitindo cinco dias de trabalho e dois dias de descanso semanal. Essa transformação é vista como uma pauta de forte apelo popular e, especialmente em um ano eleitoral, ganha considerável relevância para o governo. Hugo Motta manifestou intenção de acelerar a tramitação, com expectativa de votação em plenário no primeiro semestre.
O envio do projeto em regime de urgência pelo Executivo pode facilitar a aprovação, uma vez que estas propostas devem ser votadas dentro de prazos específicos, prevenindo que a pauta da Câmara estagne. Assim, ambos os lados esperam que a reunião alinhe as estratégias para a aprovação da mudança nas escalas de trabalho, em um momento em que a discussão sobre condições laborais se torna cada vez mais urgente.






