O mandato de Bartolomeu vai até 26 de maio próximo, e a empresa já deixou claro que tem até o fim do mandato para decidir se o atual CEO terá o contrato renovado ou se será substituído.
No último dia 2, outra reunião extraordinária do Conselho para tratar do tema também havia terminado sem uma definição. Na ocasião, os conselheiros se reuniram para analisar um relatório de avaliação de desempenho de Bartolomeo, que sugeriu a possibilidade de um processo seletivo para o cargo, com a participação do atual CEO.
O mês de janeiro foi crucial para a sucessão da Vale, devido à proximidade do fim do mandato de Bartolomeo. A possibilidade de trocar o CEO acirrou as disputas entre os acionistas da empresa, que precisam lidar com as consequências da tragédia de Brumadinho (MG) e a recente reestruturação corporativa.
O fim do mandato de Bartolomeo também coincide com a entrada de um novo acionista relevante na mineradora, a Cosan, e a mudança no Palácio do Planalto. Desde o início do terceiro governo Lula, há rumores de que o presidente gostaria de indicar o ex-ministro Guido Mantega como CEO da Vale; no entanto, a influência direta do governo federal sobre a empresa diminuiu após a reestruturação de 2020.
Nos bastidores, havia especulações de que o governo estaria pressionando a companhia nesse sentido, mas no final de janeiro sinalizou que desistiu da ideia. A Vale enfrenta, portanto, um período de incertezas em relação à sua liderança, e o desfecho desse cenário deve ser aguardado com atenção nos próximos dias.





