Com o tema “Financiamento do Desenvolvimento em uma Era de Revolução Tecnológica”, o evento teve importantes intervenções, incluindo a do vice-primeiro-ministro russo, Aleksei Overchuk. Ele ressaltou a necessidade de alternativas comerciais envolvendo moedas locais, citando a arquitetura financeira russa, que conseguiu mitigar os impactos das sanções ocidentais. Overchuk argumentou que a criação de sistemas de pagamento alternativos é crucial para garantir a segurança econômica das nações participantes.
O ministro da Fazenda do Brasil, Dario Durigan, embora ausente, enviou uma mensagem em vídeo onde enfatizou que a inteligência artificial e outras inovações tecnológicas podem impulsionar a economia, desde que geridas de maneira adequada para evitar impactos sociais negativos. Essa preocupação com a gestão das novas tecnologias foi ecoada pelo renomado professor Jeffrey Sachs, especialista em sustentabilidade, que participou do evento por videoconferência. Sachs observou que a influência dos EUA e da Europa vem diminuindo e destacou a importância do investimento estatal para promover o desenvolvimento e a infraestrutura nos países do Sul Global.
O evento também abrangeu tópicos de saúde, com o seminário “Tendências na Saúde 2030”. Fernanda de Negri, secretária de Ciência e Tecnologia da Inovação em Saúde do Brasil, participou das discussões sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) e como a inteligência artificial pode ser utilizada para melhorar a gestão do setor. Além disso, a diretora da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear, Lorena Pozzo, contribuiu com insights sobre a digitalização na medicina, especialmente em campos como a radioterapia.
À medida que o mundo se torna cada vez mais multipolar, o fortalecimento da cooperação entre nações emergentes se torna fundamental. A integração de tecnologias digitais não é apenas uma necessidade, mas uma condição vital para o crescimento sustentável em um cenário global em rápida transformação.
