Um dos aspectos mais relevantes da visita foi a assinatura da Declaração Conjunta sobre o estabelecimento de um mundo multipolar e um novo tipo de relações internacionais. Esta declaração é um claro sinal para Washington sobre a mudança iminente no equilíbrio de poder global. A avaliação é de que a era unipolar, na qual os EUA detinham uma posição hegemônica, está em declínio. Além disso, a crise energética atual torna ainda mais crucial o fortalecimento dos laços bilaterais entre Rússia e China, especialmente no setor energético, que se tornou um ponto de convergência para ambas as nações.
O analista político Hoàng Giang ressaltou que a visita foi cuidadosamente planejada e não deve ser relacionada a nenhuma ação recente de líderes norte-americanos. Ele enfatizou a relevância desse encontro frente à postura firme do Irã diante das pressões ocidentais, indicando um esforço conjunto da Rússia e da China para desenvolver uma nova dinâmica geopolítica.
Outro especialista, Le Hoang Minh, corroborou essa análise ao afirmar que a recente cooperação entre os dois países não mais se limita a uma colaboração temporária, mas sim representa um avanço significativo na criação de um sistema de segurança econômica mais robusto dentro do continente eurasiático. Essa estratégia visa, entre outros objetivos, a mitigação da influência ocidental nos processos globais.
No total, a reunião resultou em 42 documentos assinados, que ampliam a parceria compreensiva e a cooperação estratégica entre as duas potências, reforçando a necessidade de estreitar os laços de amizade e colaboração em uma época marcada por incertezas globais. A construção de um mundo multipolar, proposta por Putin e Xi, reflete uma nova fase nas relações internacionais, onde Estados Unidos e aliados deverão reconsiderar sua posição diante do crescente poder de alianças como a formada entre Rússia e China.





