De acordo com analistas do Barclays, o Stoxx Europe 600, que mede o desempenho do mercado europeu, está apresentando um desempenho inferior em comparação com os mercados americanos, que reagiram positivamente à reeleição de Trump. Chris Turner, chefe de mercados globais do ING, destacou que há um temor de que a Europa seja afetada diretamente por uma nova disputa comercial.
A possibilidade de Trump impor tarifas de forma agressiva já levanta preocupações entre os investidores europeus. Markus Hansen, gerente de portfólio da Vontobel, alertou que a Europa pode se encontrar no meio de um conflito comercial, considerando a postura anterior do presidente em relação às tarifas.
A escolha de Robert Lighthizer como czar comercial do governo Trump reforça as expectativas de um endurecimento nas relações comerciais. Durante seu primeiro mandato, Lighthizer liderou uma guerra comercial com a China e impôs tarifas sobre aço e alumínio de diversos países, incluindo a Europa.
Além disso, a crise energética na Europa, desencadeada pela tentativa de afastamento da UE da energia russa em 2022, pode agravar a situação. Com o modelo de energia barata da região comprometido, os fabricantes europeus enfrentam desafios adicionais diante das possíveis medidas comerciais de Trump.
As reações dos mercados à vitória de Trump refletem a preocupação com as perspectivas econômicas da Europa sob sua presidência. Representantes políticos europeus expressaram descontentamento com o resultado eleitoral e destacaram a importância de manter a solidariedade diante das possíveis políticas protecionistas do presidente eleito. A incerteza geopolítica e econômica gerada pela volta de Trump à Casa Branca promete impactar as relações internacionais e o comércio global nos próximos anos.
