Retomada das Obras da Sede do TRF-1 Após 20 Anos Promete Modernização e Marco Cultural em Brasília

Após quase duas décadas de paralisação, as obras da nova sede do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) em Brasília estão prestes a recomeçar. Idealizado pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer em 2006, o projeto enfrentou uma série de contratempos ao longo dos anos, resultando em interrupções que se tornaram um empecilho para a concretização de um espaço moderno e necessário para o funcionamento do judiciário.

Na última terça-feira, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, oficializou a retomada das obras com a assinatura da ordem de serviço, marcando um momento significativo para a infraestrutura judicial do país. Durante a cerimônia, o governador destacou a importância do novo edifício, afirmando que ele “será um marco cultural para Brasília”. Essa declaração sublinha não apenas o valor funcional da nova sede, mas também seu potencial para se tornar um ícone arquitetônico na capital brasileira.

Ibaneis Rocha ressaltou ainda as dificuldades enfrentadas pelo tribunal devido à infraestrutura inadequada. Ele enfatizou que a nova construção irá proporcionar uma estrutura moderna e eficiente para desembargadores, juízes e servidores, permitindo que a instituição possa administrar o volumoso fluxo de processos que tramitam anualmente. A capacidade de atender a esse crescente número de demandas é crucial para a eficácia do sistema judiciário.

Os trabalhos de construção ficarão a cargo da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), que já iniciou a revisão dos projetos de engenharia, a realização de licitações e a seleção da empresa responsável pela finalização da obra. A previsão de conclusão é para 2030.

O projeto abarcará uma vasta área de 165 mil metros quadrados, distribuídos em quatro blocos e três subsolos, garantindo espaço suficiente para gabinetes dos desembargadores, salas de sessão e áreas administrativas. Com essa nova sede, o TRF-1 espera não apenas modernizar suas instalações, mas também se preparar para os desafios do futuro, na busca pela eficiência e pela prestação de justiça em um contexto cada vez mais dinâmico e exigente.

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