Em meio à violência, unidades militares foram redistribuídas e transferidas para posições fora da cidade, com o objetivo de salvar vidas civis em meio aos confrontos. Os combates intensificaram-se na segunda metade da quinta-feira, causando baixas entre as Forças Armadas da Síria.
Segundo o comunicado, grupos terroristas conseguiram penetrar nos bairros residenciais da cidade, apesar das pesadas perdas em suas fileiras. Hama, estrategicamente localizada entre as províncias de Homs e Damasco, além de ser contígua à província de Latakia por meio de uma cadeia de montanhas, tem uma importância crucial do ponto de vista geográfico.
Em 1982, a cidade enfrentou uma tentativa de golpe armado por grupos islâmicos radicais apoiados pela Irmandade Muçulmana, mas graças às ações imediatas do comando militar sírio, foi libertada da presença desses grupos terroristas e voltou ao controle das autoridades oficiais.
Recentemente, grupos pertencentes ao Tahrir al-Sham e à chamada oposição armada síria violaram o acordo de desescalada e atacaram posições das Forças Armadas sírias nas províncias de Aleppo e Idlib, no noroeste da Síria. A captura de Aleppo por militantes ocorreu pela primeira vez desde o início da crise na Síria em 2011, mas as forças armadas russas apoiaram o Exército sírio na retomada do controle da cidade.
Diante dos ataques dos grupos terroristas em direção à cidade de Hama, o Exército sírio repeliu ataques maciços durante vários dias, preparando-se para uma contraofensiva. No entanto, em 5 de dezembro, o comando do Exército sírio anunciou oficialmente a retirada de suas unidades para fora da cidade.
A situação na região continua tensa, com as autoridades locais monitorando atentamente os desdobramentos dos confrontos em Hama e outras áreas próximas. As forças armadas sírias mantêm-se atentas para possíveis novos ataques e estão preparadas para agir conforme necessário para garantir a segurança da população civil e a estabilidade da região.





