De acordo com o Painel de Mananciais da Sabesp, até as 9h da mesma sexta-feira, a região havia registrado 45,8% do volume de chuva esperado para janeiro, totalizando 120,1 milímetros. Vale ressaltar que a média histórica mensal para este período é de 262 milímetros, indicando que, apesar da recuperação, a precipitação ainda está aquém do esperado.
O Sistema Cantareira havia enfrentado meses de monitoramento rigoroso, com índices críticos que alarmaram as autoridades. Em 8 de janeiro, o percentual de água armazenada foi de 19,9%, e uma leve recuperação foi notada em 7 de dezembro, mas o cenário se agravou nos dias subsequentes, com os níveis caindo para 19,7%, o menor registrado no período.
Além do Cantareira, outros sistemas, como o Alto Tietê, Cotia, Guarapiranga e Rio Claro, também apresentaram variações nos índices de armazenamento. O Sistema Alto Tietê opera atualmente com 27,9% da capacidade, enquanto o Sistema Cotia registra 42,7%. A Guarapiranga, por outro lado, mostra um desempenho melhor, com 65,2% da capacidade disponível. O Rio Claro destaca-se com 52,2%, refletindo um cenário de variações que, embora otimista, exige cautela e monitoramento contínuo.
As faixas de operação do sistema de abastecimento são definidas com base no volume de água armazenada e determinam os limites de retirada. Na denominada Faixa 1, considerada normal, onde o volume é igual ou superior a 60%, a captação pode ser de até 33 metros cúbicos por segundo (m³/s). Nas faixas de atenção e alerta, as restrições aumentam, enquanto na Faixa 5, com volume abaixo de 20%, o limite de retirada é severamente reduzido para apenas 15,5 m³/s.
Apesar de alguns sinais de recuperação, especialistas enfatizam que a situação dos mananciais ainda requer vigilância constante, principalmente em regiões que permanecem em níveis críticos. O cenário hídrico da Grande São Paulo é, portanto, um assunto que merece atenção redobrada nos próximos meses.






