Reservatórios de São Paulo Mostram Sinais de Recuperação Após Chuvas, Mas Situação Ainda É Crítica e Exige Monitoramento Rigoroso

Após um período intenso de chuvas, quatro dos sete sistemas responsáveis pelo abastecimento da região metropolitana de São Paulo mostraram sinais de recuperação em seus níveis de armazenamento. A atualização mais recente, divulgada na última sexta-feira, revelou que o Sistema Cantareira, o principal responsável pela distribuição de água na Grande São Paulo, atingiu 21,1% de sua capacidade útil. Embora esse percentual ainda seja considerado baixo, representa o maior nível observado desde novembro do ano anterior.

De acordo com o Painel de Mananciais da Sabesp, até as 9h da mesma sexta-feira, a região havia registrado 45,8% do volume de chuva esperado para janeiro, totalizando 120,1 milímetros. Vale ressaltar que a média histórica mensal para este período é de 262 milímetros, indicando que, apesar da recuperação, a precipitação ainda está aquém do esperado.

O Sistema Cantareira havia enfrentado meses de monitoramento rigoroso, com índices críticos que alarmaram as autoridades. Em 8 de janeiro, o percentual de água armazenada foi de 19,9%, e uma leve recuperação foi notada em 7 de dezembro, mas o cenário se agravou nos dias subsequentes, com os níveis caindo para 19,7%, o menor registrado no período.

Além do Cantareira, outros sistemas, como o Alto Tietê, Cotia, Guarapiranga e Rio Claro, também apresentaram variações nos índices de armazenamento. O Sistema Alto Tietê opera atualmente com 27,9% da capacidade, enquanto o Sistema Cotia registra 42,7%. A Guarapiranga, por outro lado, mostra um desempenho melhor, com 65,2% da capacidade disponível. O Rio Claro destaca-se com 52,2%, refletindo um cenário de variações que, embora otimista, exige cautela e monitoramento contínuo.

As faixas de operação do sistema de abastecimento são definidas com base no volume de água armazenada e determinam os limites de retirada. Na denominada Faixa 1, considerada normal, onde o volume é igual ou superior a 60%, a captação pode ser de até 33 metros cúbicos por segundo (m³/s). Nas faixas de atenção e alerta, as restrições aumentam, enquanto na Faixa 5, com volume abaixo de 20%, o limite de retirada é severamente reduzido para apenas 15,5 m³/s.

Apesar de alguns sinais de recuperação, especialistas enfatizam que a situação dos mananciais ainda requer vigilância constante, principalmente em regiões que permanecem em níveis críticos. O cenário hídrico da Grande São Paulo é, portanto, um assunto que merece atenção redobrada nos próximos meses.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo