De acordo com a alegação do Republicanos, a utilização deste boneco e a exibição de produtos alusivos à causa LGBT se configuram como uma forma de propaganda eleitoral irregular e antecipada, em desrespeito às normas que regem a disputa eleitoral. Embora não existam convites explícitos a votos em favor de candidatos, o partido identifica a divulgação de mensagens ligadas a um “segmento ideológico”, como o lema “vote lgbt”, como uma forma de “voto de cabresto”.
A representação destaca que, mesmo sem um pedido direto, a campanha funcionaria como um apelo à população para que apoiasse “candidatos LGBTQIA+”, o que, segundo o texto, prejudica a igualdade de condições entre os concorrentes e a integridade do processo eleitoral que se aproxima. O partido reivindica que a operação do evento recebe recursos públicos, e que tal circunstância agrava a situação.
Outro ponto levantado pelo Republicanos é a insustentável utilização da urna eletrônica como símbolo nacional em uma perspectiva ideológica. Para os representantes da legenda, associar esse importante elemento do processo eleitoral brasileiro a uma convocação para votação com foco em um grupo específico constitui uma tentativa indevida de apropriação de símbolo nacional para fins políticos.
Historicamente, as urnas eletrônicas têm enfrentado questionamentos, especialmente desde a eleição de Jair Bolsonaro em 2018. O partido que apoiou a candidatura do ex-presidente, PL, também buscou a invalidação de votos durante o segundo turno de 2022, uma ação que culminou em uma condenação por litigância de má fé.
Na representação ao TRE, o Republicanos pediu a remoção imediata do boneco Votinho da Avenida Paulista, além da proibição de novos materiais relacionados à campanha. O partido sugere uma multa de R$ 50 mil por dia caso essas diretrizes não sejam seguidas. Até o fechamento desta matéria, tanto os representantes do Republicanos quanto da Associação da Parada do Orgulho LGBT e do Instituto Plena Cidadania não haviam respondido às solicitações de posicionamento enviadas. O espaço permanece aberto para a manifestação das partes envolvidas.





