Republicanos Consideram Tarcísio Como Candidato ao Planalto Enquanto Apoio da Direita a Flávio Bolsonaro Permanece Indefinido, Diz Presidente da Sigla.

O líder do Republicanos, em recente declaração, reiterou seu apoio à candidatura de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, à presidência da República. O evento ocorreu nesta sexta-feira, quando Pereira deixou claro que, apesar das articulações em torno de Flávio Bolsonaro (PL), o apoio da direita ainda não está consolidado. Além de Tarcísio, ele mencionou outros governadores como Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (União-GO) e Ratinho Júnior (PSD-PR) como potenciais candidatos para o pleito que se aproxima.

Durante a entrevista, Pereira afirmou que, se tivesse a oportunidade de escolher um candidato, Tarcísio seria sua primeira opção, destacando sua competência e postura mais equilibrada e centrada em questões políticas. Ele criticou o posicionamento de Eduardo Bolsonaro, que se referiu a Tarcísio como um “apenas um servidor”, chamando a declaração de “deselegante e arrogante”. Pereira também não deixou de lembrar que Eduardo é um “fugitivo” nos Estados Unidos, fazendo uma conexão entre as suas críticas e a atual situação de Eduardo.

Apesar das especulações acerca de uma candidatura própria, Tarcísio preferiu não alimentar rumores sobre uma disputa direta contra Lula, mas reconheceu que o cenário político está em constante evolução. O governador confirmou que suas declarações sempre foram coerentes em relação à sua intenção de concorrer à reeleição no Palácio dos Bandeirantes, mas reconheceu que há um certo burburinho sobre a possibilidade de uma ampla articulação política.

No meio evangélico, as conversas sobre liderança conservadora em 2026 revelam um cenário mais complexo. Muitos pastores têm se mostrado abertos ao diálogo, mas ainda hesitam em manifestar apoio público a Flávio Bolsonaro. Essa cautela indica uma falta de confiança em sua capacidade de liderar o campo conservador. Há, entre os líderes religiosos, discussões sobre uma chapa que combina Tarcísio e a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, como vice, considerada mais forte para mobilizar diferentes segmentos da sociedade.

Recentemente, Flávio buscou o apoio de figuras influentes como o pastor Silas Malafaia, mas as tentativas de aproximação não avançaram. O quadro se repetiu com outros líderes, mostrando que, apesar do interesse em conectar-se com o eleitorado evangélico, a resistência em apoiar sua candidatura permanece. Essa dinâmica revela um desafio adicional para Flávio Bolsonaro, que busca se consolidar como figura de proa na direita, embora encontre barreiras na sua trajetória. As movimentações políticas nas próximas semanas serão cruciais para entender o rumo das candidaturas e a articulação entre os diferentes setores que compõem a direita brasileira.

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