A norma de desincompatibilização é dirigida a prefeitos, governadores e ao presidente da República que aspiram a cargos diferentes da função que ocupam atualmente. Contudo, não há necessidade de afastamento para aqueles que pretendem se reeleger.
No Nordeste, a dinâmica política revela paisagens contrastantes. Enquanto os governadores da Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí e Sergipe seguirão em seus cargos em busca de reeleição, três gestores — de Alagoas, Maranhão e Rio Grande do Norte — optarão por encerrar seus mandatos sem se candidatar neste ano. Um caso notável é o da Paraíba, onde o governador João Azevêdo já anunciou sua renúncia para formalizar sua pré-candidatura ao Senado Federal.
Em Alagoas, o governador Paulo Dantas (MDB) decidiu permanecer no Palácio República dos Palmares, o que reforça um clima de consenso entre líderes políticos da sua aliança, ao declarar apoio ao retorno de Renan Filho (MDB), seu antecessor e atual ministro dos Transportes, que também se prepara para a corrida eleitoral local.
Além das movimentações nos estados, o governo federal de Luiz Inácio Lula da Silva enfrentará uma revolução ministerial forçada pelo calendário eleitoral. Estima-se que ao menos 17 dos 38 ministros deixarão suas pastas para participar das eleições em outubro, entre eles Renan Filho, que deixará o Ministério dos Transportes para dedicar-se integralmente à campanha.
Os dados referentes a este ciclo eleitoral mostram um comportamento inusitado: até agora, apenas 10 governadores em todo o país planejam renunciar para concorrer a outras posições, o que representa o maior índice de gestores fora das urnas em recentes eleições. Em 2022, apenas cinco governors se ausentaram das candidaturas, enquanto em 2018, o número foi de quatro.
Outros prazos relevantes também se aproximam. O 4 de abril é o dia limite para que candidatos estabeleçam seu domicílio eleitoral na região onde desejam concorrer, além de ser a data final para o registro de estatutos de partidos e federações que pretendem participar do pleito. Esses desdobramentos moldarão o panorama eleitoral nos meses seguintes e influenciarão diretamente a dinâmica das campanhas.





