Rene Silva, criador da “Voz das Comunidades”, sofre violento assalto em frente a casa no Complexo do Alemão após onda de criminalidade na região

Na tarde deste domingo, 19 de março, Rene Silva, criador e editor da “Voz das Comunidades”, uma iniciativa voltada para o jornalismo comunitário e o impacto social, se tornou mais uma vítima da crescente criminalidade no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O assalto aconteceu nas proximidades de sua residência, na esquina das ruas Pedro Avelino e Dr. Antônio Moutinho, quando ele retornava para casa.

De acordo com o relato de Rene, o crime foi registrado pelas câmeras de segurança de sua casa, que capturaram o momento em que dois indivíduos em uma motocicleta o abordaram de forma violenta. Os assaltantes deixaram claro que o foco era o celular, ignorando outros pertences de valor. Em uma entrevista, Rene descreveu a situação como apavorante, ressaltando a tensão causada pela arma apontada para sua cabeça.

“Estava com o celular no bolso. Ele solicitou o aparelho e já pediu a senha. Não quis dinheiro, carteira, nada, só o celular,” expôs o jornalista, revelando como a situação se tornou particularmente angustiante. “Fiquei tão nervoso que não consegui passar a senha de imediato, mas acabei falando logo em seguida,” completou, ainda visivelmente afetado pelo ocorrido.

O assalto deste domingo culminou um fim de semana de tensão para Rene. Na véspera, ele havia sofrido uma tentativa de roubo no Centro do Rio. Enquanto estava dentro de um carro de aplicativo, um adolescente tentou arrancar seu celular da mão. Apesar da tentativa frustrada, o incidente deixou o jornalista preocupado com a intensificação dessas ações criminosas na cidade.

A situação no Complexo do Alemão tem gerado um clima de insegurança crescente, com Rene observando um aumento significativo de roubos nos últimos meses. Ele notou que a mesma câmera que registrou o assalto recente tinha capturado imagens de roubos anteriores no mesmo local. “Desde que nasci, nunca vi tantos roubos a pedestres e motos. É uma situação alarmante”, desabafou ele, refletindo sobre a dor e a apreensão que a sua comunidade enfrenta atualmente.

Em suas tentativas de buscar uma solução para o problema, Rene já levou suas preocupações ao conhecimento da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e da Polícia Militar. Embora tenha observado um reforço no policiamento em horários específicos, a criminalidade continua a prosperar em momentos de descuido. “Os assaltos voltaram com força nos últimos três meses; antes disso, a situação estava mais tranquila,” afirmou. Ele também mencionou que alguns moradores que tentaram rastrear seus aparelhos após os crimes enfrentaram dificuldades, uma vez que os sinais desaparecem rapidamente após os roubos.

A escalada de insegurança vivida por moradores da região reflete um desafio contínuo em várias comunidades do Rio, que lutam para garantir a segurança de seus habitantes em meio a um cenário de violência crescente.

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