Renato Filho argumenta que a combinação de energia competitiva com infraestrutura, logística eficaz, segurança jurídica, educação profissional e a capacidade de atrair investimentos é o caminho ideal para transformar a vantagem natural do estado em oportunidades reais de emprego e tecnologia. Em sua visão, a energia deve ser vista como um catalisador para a criação de novas indústrias e não apenas como um recurso a ser explorado.
O discurso de Renato ganha relevância em meio ao debate sobre o potencial do Nordeste como um polo industrial no Brasil. O economista Jorge Arbache, em um artigo destacado pela mídia, afirma que a disponibilidade de energia sustentável e a preços competitivos será um fator determinante para a localização de novas atividades empresariais. Essa lógica, conhecida como “powershoring”, sugere que empresas com alta demanda energética buscam regiões que podem fornecer energia de forma eficiente e barata, criando uma janela de oportunidade para estados como Alagoas.
Renato defende que é fundamental aproveitar essa tendência para atrair empresas e, consequentemente, desenvolver uma rede de fornecedores, serviços especializados e programas de formação profissional que beneficiem os jovens locais. Para ele, o ideal é que a energia gerada não apenas transite pelo estado, mas que se converta em empregos que melhorem a qualidade de vida da população.
O candidato projeta uma estratégia específica para identificar e desenvolver cadeias industriais que possam ser diretamente conectadas à capacidade energética de Alagoas. Em sua perspectiva, a avaliação de um investimento não deve se limitar ao montante financeiro anunciado, mas sim considerar quantas empresas locais serão impactadas, quantos profissionais passarão a ter novas qualificações, e qual tecnologia será mantida no estado.
Renato Filho conclui frisando que a verdadeira meta não é apenas a produção de megawatts, mas sim a transformação dessa vantagem em oportunidades de desenvolvimento sustentável para os habitantes da região. Ele reforça que o Nordeste possui um potencial extraordinário oferecido pela natureza, e é responsabilidade dos líderes e gestores locais transformar essa vantagem em prosperidade para todos.




