A chapa contará com o apoio do militar da reserva Aroldo Medina, que será o vice. Durante a convenção, Medina destacou sua intenção de liderar uma operação no Morro do Alemão, no Rio de Janeiro, ressaltando seu compromisso com a segurança pública e a ordem. Em seu discurso, Santos enfatizou que a trajetória do MBL não é apenas marcada por um anti-petismo, mas por valores fundamentais e uma proposta de terceira via política que se distancia tanto de Luiz Inácio Lula da Silva quanto do bolsonarismo.
A convenção também foi o palco para o lançamento do “Livro Amarelo”, um documento abrangente que compila as propostas do partido em áreas cruciais, incluindo segurança, defesa e meio ambiente. Entre as medidas propostas, destaca-se um ajuste fiscal ambicioso de R$ 3,3 trilhões a ser implementado ao longo de uma década. O livro é dividido em quatro capítulos e três volumes, fazendo alusão a textos religiosos políticos como o “Livro Vermelho” de Mao Tsé-Tung.
Renan Santos, de 42 anos, é descrito como empresário e ativista político. Sua participação ativa nas mobilizações para o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2015 e 2016, solidificou sua imagem como uma figura proeminente na política brasileira contemporânea. Nascido em São Paulo, Santos iniciou a graduação em Direito na Universidade de São Paulo (USP), mas não chegou a concluir o curso.
Nesta fase entrevista à política, a candidatura de Santos reflete não apenas sua trajetória, mas uma tentativa mais ampla de renegociar a narrativa política no Brasil, apresentando um alternative que se distancie das polarizações tradicionais. Ele é claro em afirmar que não quer ser visto apenas como uma resposta a um adversário, mas sim como uma voz que defende valores próprios e busca uma nova era para o país.
