Em uma declaração contundente, o empresário e músico alegou que a decisão da Audio Rebel reflete um comportamento autoritário e infantil por parte de parte da cena indie alternativa no Brasil. “No Rio de Janeiro, cancelaram o show na Audio Rebel, um lugar que havia confirmado a nossa apresentação, mas acabou cedendo a pressões externas. Isso é ridículo e mostra como a polarização está saindo cara para o país”, afirmou Renan Santos.
A Audio Rebel, em sua defesa, emitiu um comunicado ressaltando sua longa trajetória de mais de 20 anos como um espaço plural e democrático, comprometido com diversas expressões artísticas na música e na cultura independente. A nota da casa de shows, embora não mencionasse Santos diretamente, insinuava que sua candidatura representava um campo político que contradiz os valores que a casa historicamente defende.
O cantor, por sua vez, argumentou que as letras da banda Limão Rosa são predominantemente voltadas para questões existenciais e relacionamentos, e que os shows não são plataformas para atos político-partidários. Após o cancelamento, a banda aceitou um novo convite para se apresentar em outro local na mesma região.
A Audio Rebel reafirmou seu compromisso com a democracia, a cultura e a diversidade, declarando abertamente sua oposição a ideais como fascismo, autoritarismo, racismo, misoginia e LGBTfobia. O episódio destaca a tensão crescente entre arte e política no Brasil, ressaltando a complexidade do cenário cultural diante das divisões ideológicas contemporâneas.
