Renan Santos: ‘Converto eleitores de Bolsonaro e Lula’, e rejeita rótulo de terceira via na corrida presidencial de 2026

Renan Santos Propõe Transformações Estruturais e Rejeita a Noção de ‘Terceira Via’ na Política Brasileira

Em um pronunciamento recente, o pré-candidato à presidência pelo partido Missão, Renan Santos, delineou uma ambiciosa agenda que visa não apenas a industrialização do Brasil, mas também reformas institucionais e um endurecimento nas políticas penais. Durante um evento na Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, Santos manifestou sua convicção de que o país deve avançar na utilização de suas reservas de terras raras para desenvolver uma cadeia tecnológica nacional, inspirando-se no modelo chinês. Ele enfatizou a necessidade de transformar o Brasil de um mero exportador de matérias-primas para um processador de minerais estratégicos em solo nacional.

A proposta econômica de Santos inclui a criação de um marco regulatório que limite a participação estrangeira a 20% e exija que pelo menos 50% do capital seja brasileiro. Com isso, ele defende a criação de um corpo técnico nacional e a coordenação das etapas finais da cadeia industrial no Brasil, evitando assim a dependência tecnológica externa.

Além disso, o pré-candidato posicionou-se de maneira clara contra as propostas de anistia ampla para os envolvidos nos atos realizados em 8 de janeiro de 2023, defendendo uma revisão das penas, mas sem abrir mão da punição aos crimes políticos. “Anistia pura e simples significa dar carta branca para a impunidade”, alertou.

Santos também apresentou um conjunto de propostas para reformar o Supremo Tribunal Federal (STF), limitando suas funções às atribuições constitucionais e barrando decisões monocráticas. Ele destacou: “O STF não deve ser a última instância para figurões brasileiros, mas sim um tribunal restrictivo a temas constitucionais.”

Ao discorrer sobre a jornada de trabalho, o pré-candidato criticou a proposta de flexibilização e argumentou que o foco deveria ser em investimentos em infraestrutura e zonas econômicas especiais, que facilitem a mobilidade dos trabalhadores.

Renan Santos não hesitou em posicionar sua candidatura como uma alternativa distinta da direita tradicional, afirmando que tem potencial para atrair eleitores tanto de Bolsonaro quanto de Lula, enfatizando um discurso inovador que busca preencher as lacunas deixadas pelos dois principais grupos políticos do Brasil.

A rejeição ao rótulo de ‘terceira via’ reflete a busca de Santos por um espaço político que não se limite ao confronto entre os já estabelecidos, propondo uma agenda própria que visa um futuro diferenciado para o país.

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