Fernando Collor, Dilma Rousseff e, agora, Temer…
A diferença de Renan para os demais é que ele costuma escolher com precisão a melhor brecha para abandonar o barco. Fez isso com Fernando Collor, governo do qual foi líder e que, depois, ajudou a explodir.
Caminhou com Dilma Rousseff até os 45 do segundo tempo. Nesse caso, não precisava de tanto cálculo, pois Renan sabia que o poder estaria à sua espera a qualquer tempo. Era seu correligionário que assumiria o Palácio do Planalto.
Mas, ainda assim, o roteiro se repetiu. Pouco antes do impeachment, Renan largou a petista e voltou a fazer afagos em Michel Temer, com quem jamais manteve uma relação de confiança.
E agora, como age Renan? Como sempre.
Ao ver a “derrocada” iminente de Temer, ele sacou a metralhadora e, a cada dia, intensifica mais as rajadas.
Ontem, Renan chegou a bater boca com seu principal aliado nos últimos anos, Romero Jucá, que optou por se manter jogando com o governo.
Só não se sabe ainda o nome do próximo eleito para ser traído por Renan.
O senador e ainda líder do PMDB no Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) ao adotar uma posição crítica em relação ao governo Temer, começou uma viagem sem volta. Pelo menos no que se refere ao governo federal.
Renan Calheiros fez uso da tribuna do Senado nesta quarta-feira (24/5) para, mais uma vez, fazer críticas ao presidente Michel Temer, como ao criticar o decreto presidencial que ordenou que as Forças Armadas garantissem a segurança na capital federal que classificou com um ato insano e irresponsável.
Ontem mesmo o líder do governo no Senado, e presidente do PMDB, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) reagiu às críticas de Renan Calheiros ao usar a tribuna do Senado, jogando a responsabilidade pela onda gigante de escândalos que ameaça engolir o país – na conta dos governos Lula e Dilma.
Renan “oposição” sem largar o osso
O novo secretário dos Portos era assessor especial do Ministério dos Transportes, mas foi demitido em fevereiro. A dispensa ocorreu após a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão nas casas e escritórios dos acusados de receber propina na construção da hidrelétrica de Belo Monte (PA), entre os quais Campos, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) e o filho dele, Márcio.
Renan indicou, ainda, diretores com mandato, portanto indemissíveis, para órgãos tipo Sebrae e agências reguladoras como Anatel. Em Alagoas, o líder “rebelde” do PMDB nomeou aliados para cargos muito importantes, no âmbito da administração federal, como as chefias da Eletrobrás em Alagoas e das ambicionadas superintendências regionais do DNIT e da Conab também em Alagoas.
Estão também na generosa cota de cargos de Renan o governo federal o presidente da Eletronorte, Tito Cardoso de Oliveira Neto, e o ministro Helder Barbalho (Integração), que, embora tenha luz própria e seja filho de Jader Barbalho (PMDB-PA), velho amigo de Temer, o aval do senador foi decisivo para sua nomeação.
Com capital eleitoral em queda e com sérios riscos de não se reeleger, Renan corre agora na sombra do governo de Alagoas, acompanhando sempre seu filho na agenda oficial do governo do estado.
Enfim, será o início do fim de Renan Calheiros ?
Com a resposta os eleitores do nosso estado!!!!!
Redação
