Renan diz: O Brasil mantém solidez democrática e as instituições estão funcionando

 

As crises (a atual é política e muito grave) são pedagógicas. Elas forçam o engenho na busca de alternativas para que a Nação não purgue pelos pecados de seus dirigentes. Mas ela não pode -e não irá- comprometer os esforços para superar nossos problemas.

Ninguém está acima da lei e todos estão sujeitos a investigações. Mas, em tempos assinalados pela instabilidade e excessos, só encontraremos estabilidade se nos devotarmos à Constituição Federal em todos seus artigos.

Nos últimos tempos, em nome de interesses (muito confessos), usurparam-se competências do Congresso com anistias indefensáveis; afastaram-se integrantes do Parlamento com liminares; lavou-se dinheiro público roubado; prendeu-se para delatar; sugeriram-se advogados para conduzir narrativas inverossímeis; procederam-se coercitivas desnecessárias; generalizaram-se culpas e julgou-se sem crime.

O que a sociedade quer de todos nós é a construção de um novo consenso. Uma agenda alternativa mais ampla, que reverta as expectativas negativas tanto na economia quanto na política.
No presidencialismo, o chefe do Executivo precisa exercer esse protagonismo enquanto há tempo.

Não bastam cobranças. O silêncio complacente de vários atores da vida nacional ( instituições, trabalhadores, empresários, políticos, veículos de comunicação) não ajuda.

O erro dos governos recentes – e por isso se desgastaram rapidamente – foi não ter exercido protagonismo na solução de saídas para o grave impasse que imobiliza e ameaça o país há 3 anos.​Precisamos superar essa crise rapidamente em nome da esperança e do futuro.

Renan Calheiros

Líder do PMDB no Senado

21/05/2017

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