A restauração do relógio foi possível graças a uma parceria com o governo da Suíça, país responsável por grande parte do bronze especial utilizado na obra de arte. O relógio, confeccionado com casco de tartaruga, foi trazido ao Brasil por Dom João VI em 1808, tornando-se parte importante do acervo do Palácio do Planalto.
A expectativa é que o relógio seja reintegrado ao acervo do Planalto durante uma série de solenidades agendadas para esta quarta-feira, 8 de janeiro. O objetivo dessas cerimônias é lembrar a força da democracia e os graves danos causados pela invasão golpista ocorrida há dois anos. Além do relógio de Martinot, outros itens recuperados, como a pintura As Mulatas, de Di Cavalcanti, e a escultura Galhos e Sombras, de Frans Krajcberg, também foram devolvidos ao Palácio na última segunda-feira.
As cerimônias contarão com a presença de autoridades dos Três Poderes e ministros foram orientados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a interromperem suas férias para participarem das solenidades de reintegração do relógio. A restauração e o retorno dessas obras representam não apenas a recuperação do patrimônio histórico e cultural do país, mas também um ato simbólico de resistência e preservação da democracia.
