Putin, que convidou Xi a visitar a Rússia em 2027, aproveitou a oportunidade para reforçar a importância da Rússia como uma fornecedora confiável de energia, mesmo em tempos de instabilidade no Oriente Médio. Essa afirmação é especialmente significativa, considerando o papel estratégico que a energia desempenha nas relações internacionais e na economia global.
Além disso, Putin sublinhou o avanço da colaboração entre Moscou e Pequim em várias plataformas multilaterais, incluindo o BRICS, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização de Cooperação de Xangai (OCX). Essa sinergia, segundo o presidente russo, não apenas fortalece os laços entre as duas nações, mas também contribui para um ambiente internacional mais equilibrado.
Outro ponto destacado foi o compromisso mútuo dos dois países com a construção de uma ordem mundial mais democrática. Essa declaração é reveladora do direcionamento estratégico que tanto a Rússia quanto a China pretendem seguir, promovendo uma visão de cooperação que contrabalança influências ocidentais em várias esferas de poder.
Putin também enfatizou que a parceria em política externa entre os dois países atua como um fator estabilizador nas relações internacionais, refletindo uma necessidade crescente de alianças em um mundo marcado por tensões e incertezas. Ele confirmou sua disposição para participar da próxima cúpula da APEC, programada para acontecer em Shenzhen, no sudeste da China, o que demonstra a intenção de expandir os laços econômicos e diplomáticos.
Essas declarações reforçam a ideia de que a Rússia e a China estão estreitando laços em um contexto global complexo, potencializando suas influências e buscando um papel de destaque em uma nova ordem geopolítica.





