O presidente sublinhou a necessidade de ações concretas que vão além da retórica, promovendo uma verdadeira integração entre os países do Sul através de colaborações que priorizem o multilateralismo. Segundo ele, blocos como o BRICS têm demonstrado liderança nesse movimento, apresentando uma alternativa viável para países que buscam resistir à pressão das potências ocidentais. Díaz-Canel argumentou que a cooperação entre Cuba, Rússia e China deve ser vista como uma forma de sustentar essa unidade frente a estratégias de desinformação que visam minar a coesão interna e a confiança do povo cubano.
O presidente também mencionou que Cuba se encontra sob uma intensa campanha de desinformação e pressão psicológica, semelhante àquelas já observadas em situações anteriores na Venezuela. Essas manobras, segundo ele, têm como objetivo gerar desconfiança e desestabilização social, reforçando a importância de estar alerta às dinâmicas mundiais que afetem o Sul Global.
As tensões entre Cuba e os Estados Unidos se intensificaram recentemente, após o governo de Donald Trump implementar tarifas sobre mercadorias que tenham origem em países que fornecem petróleo a Cuba. O líder cubano expressou a necessidade de que o Sul Global permaneça vigilante sobre os futuros cenários que lhe são apresentados.
Além disso, a líder mexicana Claudia Sheinbaum posicionou o México como um potencial mediador nas disputas entre os Estados Unidos e Cuba, ressaltando a disposição do país em apoiar a soberania dos povos e o diálogo para resolver conflitos pacificamente. As relações entre os dois países, segundo o vice-chanceler cubano, Carlos Fernández de Cossío, continuam em contato, mas sem um diálogo oficial estabelecido.
Diante desse panorama, a estratégia de Cuba se volta para a solidificação das parcerias com potências como China e Rússia, na busca de alternativas sustentáveis e de desenvolvimento frente aos desafios impostos por relações tensas com os Estados Unidos.
