Sachs destacou que, apesar de Trump ter mencionado sua intenção de buscar a paz entre as grandes potências, suas atitudes demonstram que ele não gosta de seguir regras internacionais que possam limitar a liberdade e a soberania dos Estados Unidos. Como prova disso, o presidente retirou o país do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas e da Organização Mundial de Saúde logo no início de seu mandato.
O economista observou que Trump adota uma postura unilateralista, apostando em tarifas, ameaças e embargos como ferramentas prioritárias de ação. Isso ficou evidente quando o presidente ameaçou impor uma taxa de 25% sobre produtos da Colômbia em retaliação a uma decisão do presidente colombiano que não permitiu o pouso de aviões americanos que levavam imigrantes deportados.
Essa postura agressiva de Trump em relação aos países latino-americanos levanta preocupações em relação ao futuro das relações entre os Estados Unidos e a região. O Brasil, por exemplo, viu-se envolvido em situações constrangedoras, como o retorno de imigrantes brasileiros algemados, demonstrando a falta de respeito pelos direitos humanos.
O governo brasileiro adotou uma postura cautelosa diante dos desafios impostos pela administração Trump, evitando provocações que pudessem gerar conflitos. No entanto, a relação entre Brasil e Estados Unidos será testada nos próximos quatro anos, à medida que o presidente norte-americano demonstra uma postura autoritária e desdenhosa em relação a seus aliados tradicionais na região. Os próximos anos poderão trazer desafios e constrangimentos que exigirão diplomacia e firmeza nas relações bilaterais.
