Ministros que estão alinhados com o atual presidente do STF, Edson Fachin, como André Mendonça, empenharam-se ativamente em defender a indicação de Messias. Em contrapartida, figuras mais próximas de decisões recentes, como Alexandre de Moraes e Flávio Dino, mostraram-se menos comprometidos com a candidatura, afastando-se do apoio à escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa divisão acentuou ainda mais as fragilidades internas entre os membros da Corte.
Durante sua sabatina, Messias tentou convergir com pautas que são prioritárias para a presidência do STF, tais como a criação de um código de conduta para ministros. Essa proposta, embora alinhada com a agenda de Fachin, encontrou resistência no grupo de Moraes, que se opõe a algumas dessas iniciativas. Apesar das expectativas de que Messias poderia integrar esse bloco, Fachin decidiu manter uma certa distância das movimentações políticas que visavam sua aprovação no Senado.
Em conversas reservadas, ministros expressaram a preocupação de que a falta de um esforço coordenado expôs fissuras que não apenas prejudicaram a imagem da Corte, mas também culminaram em um resultado contrário ao esperado. Para muitos, essa derrota representa uma pressão adicional sobre Fachin, que agora necessitará adotar uma estratégia mais clara e efetiva para promover a recomposição interna e construir consensos entre os colegas.
Especialistas da Corte sugerem que essa situação deve ser vista como um ponto de inflexão na condução política do tribunal. A falta de alinhamento em torno de uma indicação tão relevante foi considerada um sinal preocupante de fragilidade institucional. Diante desse panorama, Fachin será exigido a desempenhar um papel mais ativo, buscando reduzir os ruídos internos e evitando que novas divisões resultem em derrotas externas, especialmente em um contexto marcado pelo desgaste e disputas recentes. O futuro do STF pode depender da capacidade de seus líderes em reconduzir a unidade e o consenso entre seus integrantes.
