Segundo a pesquisa Quaest, a rejeição a Lula e Bolsonaro em Maceió é significativa, o que pode explicar a postura dos candidatos em não explorar esses apoios em suas propagandas eleitorais. Para a maioria dos eleitores, a independência ideológica do futuro prefeito é o mais importante, seguido de um candidato aliado a Bolsonaro e, por último, um aliado de Lula.
A gestão de Lula é vista como negativa ou regular por 66% dos eleitores, enquanto a administração de Bolsonaro tem uma avaliação mais equilibrada, com 45% julgando como positiva. Além disso, a pesquisa revela que a maioria dos eleitores em Maceió se considera indiferente em relação a questões ideológicas, demonstrando que o foco da campanha deve estar nas questões locais.
Para a analista política Luciana Santana, a ausência de Lula e Bolsonaro nas campanhas dos candidatos pode ser estratégica, especialmente para JHC, que lidera as pesquisas com confortável vantagem. Colocar em destaque figuras de alta rejeição poderia gerar situações desconfortáveis e, possivelmente, prejudicar a campanha em um momento delicado.
Por outro lado, trazer Lula para a campanha de Rafael Brito também pode ser arriscado, considerando o perfil mais conservador do eleitorado em Maceió. A estratégia dos candidatos em não nacionalizar a campanha e focar nas questões locais parece ser a mais acertada, especialmente em um cenário político polarizado como o atual.
Assim, a decisão dos candidatos em evitar associações com Lula e Bolsonaro pode ser vista como uma escolha estratégica para garantir o sucesso de suas campanhas e conquistar o eleitorado local, que demonstra preferência por candidatos independentes ideologicamente. A postura adotada pelos candidatos reflete o entendimento da importância de se adaptar à realidade política e social de Maceió, visando conquistar o apoio dos eleitores de forma eficaz.






