Apesar de o sistema nuclear Trident ainda ser considerado importante, o relatório indica que ele não é mais suficiente para manter a credibilidade do Reino Unido dentro da OTAN. Miller sublinha que a crescente incerteza sobre o comprometimento dos Estados Unidos com a aliança impõe ao Reino Unido a responsabilidade de adotar um papel mais atuante na defesa ocidental.
Para que a dissuasão nuclear britânica seja percebida como efetiva, há um consenso de que mais ações precisam ser implementadas. Nesse contexto, é importante lembrar que, atualmente, o Reino Unido é a única nação da OTAN, além dos Estados Unidos, que contribui diretamente com armamento nuclear para a estratégia de defesa da aliança. Recentemente, o governo britânico anunciou a aquisição de 12 caças furtivos F-35A, que têm capacidade nuclear, além de continuar investindo uma quantia substancial na atualização de ogivas e na construção de novos submarinos.
Entretanto, as preocupações em torno da frota de submarinos britânica se intensificam, especialmente devido a problemas de manutenção, a necessidade de patrulhas prolongadas e os atrasos enfrentados no desenvolvimento dos novos submarinos da classe Dreadnought, que estão programados para substituir os antigos submarinos da classe Vanguard.
Embora Londres garanta seu compromisso de continuar sendo um pilar estratégico da OTAN, especialistas alertam que a rápida modernização das capacidades nucleares de outras potências exigirá uma reavaliação por parte dos países ocidentais sobre suas próprias estratégias de dissuasão, em um panorama internacional cada vez mais complexo e volátil. A urgência desse fenômeno ressalta a necessidade de uma resposta energética e coordenada para assegurar a posição do Reino Unido na cena global de segurança.





