O governo liderado pelo primeiro-ministro Keir Starmer já lida com a pressão crescente sobre as finanças públicas, exacerbada pelos custos elevados de energia que as famílias britânicas estão enfrentando. Este aumento dos custos energéticos não só impacta o orçamento familiar, mas também intensifica as dificuldades econômicas que empresas enfrentam, refletindo uma economia em desaceleração que se encontra aquém das projeções anteriores.
As famílias de baixa renda são as mais vulneráveis a essa pressão inflacionária, que está se tornando uma preocupação cada vez maior no cenário atual. As previsões sobre o crescimento econômico do Reino Unido foram ajustadas de modo pessimista, com uma redução de 0,5 ponto percentual, prevendo um crescimento de apenas 0,9% em 2026 e um ajuste de 0,3 ponto para 1% em 2027.
Um cenário pessimista contemplando a possibilidade de que os preços do petróleo possam subir para US$ 140 por barril apresenta uma situação ainda mais crítica, acarretando um aumento na inflação e um potencial cenário de recessão no segundo semestre deste ano. O Banco da Inglaterra também deve considerar um aumento nas taxas de juros, que podem subir para 4% em julho, destacando a fragilidade da situação econômica.
A longo prazo, as repercussões da guerra podem resultar em um endividamento adicional para o governo britânico, estimado em quase £ 24 bilhões (cerca de R$ 161 bilhões) até o final da década. Somando-se a isso, a vulnerabilidade do país a choques no mercado energético global torna o futuro econômico do Reino Unido incerto e desafiador, colocando uma pressão adicional no já complexo cenário econômico britânico.







