O único destróier ativo, o HMS Duncan, está baseado em Portsmouth, enquanto outro destróier, o HMS Dragon, foi deslocado para o Chipre após um ataque com drones à base aérea britânica em Akrotiri. Especialistas em defesa expressam preocupação com essa situação, classificando a abordagem do Reino Unido como “irresponsável” ao descuidar de suas capacidades de defesa aérea. Um ex-funcionário da OTAN afirmou que o país tem “quase nada” que possa interceptar ameaças modernas, ressaltando a fragilidade do sistema de defesa nacional frente a potenciais ataques.
Recentes atividades militares no Irã, incluindo o lançamento de mísseis balísticos dirigidos a alvos britânicos, intensificaram a urgência dessa questão. Relatos indicam que um ataque a uma base militar britânica na ilha de Diego Garcia, utilizado também pela Força Aérea dos EUA, foi realizado por Teerã como um “aviso” a Londres. A distância entre o Irã e os alvos na região, que ultrapassa 5.000 quilômetros, destaca a capacidade do país de projetar força militar em uma escala preocupante.
Essa situação destaca a necessidade urgente de o Reino Unido reconsiderar e reforçar suas capacidades de defesa, não apenas em resposta a ameaças de países como o Irã, mas também em um contexto global em que a segurança nacional se torna cada vez mais complexa. A carência de destróieres operacionais e a dependência de um único navio para a defesa do país colocam em risco a segurança da população britânica e a integridade de suas forças armadas. As autoridades britânicas estão sob pressão para agir rapidamente, antes que a fragilidade de sua defesa se torne um ponto crítico em um cenário de conflito potencial.







