Recentemente, uma investigação revelou que a maioria das propriedades pertencentes aos Ducados de Lancaster e Sandringham, que são administradas pelo monarca, não atendem às normas exigidas. Aproximadamente 630 das 700 unidades analisadas não satisfazem os requisitos que estão sendo estabelecidos, evidenciando um desafio considerável para a realeza britânica.
No Ducado de Sandringham, uma situação alarmante foi identificada: 99% dos imóveis disponíveis para aluguel estão aquém do padrão desejado. O Ducado de Lancaster não fica muito atrás, com mais de 90% das propriedades em situação semelhante, enquanto no Ducado da Cornualha, essa cifra alcança 80%. Essas estatísticas levantam preocupações não apenas sobre o cumprimento das normativas, mas também sobre a imagem pública de Charles e William, que têm se posicionado fortemente em favor de iniciativas ambientais.
As reformas necessárias para adequar estas propriedades podem exigir investimentos de até 10 mil libras (cerca de R$ 70 mil) por unidade. Por outro lado, os proprietários que não realizarem as adaptações exigidas podem enfrentar penalidades que chegam a 30 mil libras (aproximadamente R$ 212 mil) para cada imóvel em situação irregular.
Essa realidade pode gerar um novo foco de críticas sobre a coroa, especialmente considerando que tanto Charles quanto William têm se mostrado defensores de causas ambientais. A situação se complica ainda mais diante das polêmicas passadas relacionadas aos “Duchy Files”, que revelaram lucros substanciais advindos de contratos de arrendamento com instituições públicas, incluindo escolas e hospitais. Esse histórico de rentabilidade, em contraste com a ineficiência energética das propriedades, poderá suscitar questionamentos sobre o compromisso da realeza em se adaptar às exigências contemporâneas e em promover práticas sustentáveis.




