Atualmente, mesmo com os juros elevados, é considerado um momento oportuno para a aquisição de imóveis, antes que os preços começem a subir de forma expressiva. A reforma tributária, segundo os analistas, poderá incrementar os custos dos imóveis em uma faixa entre 8% e 12%. Essa elevação seria consequência do encarecimento dos insumos básicos, como aço e cimento, além de itens como esquadrias e cabos elétricos.
Além disso, a introdução da taxação de dividendos afetará diretamente a rentabilidade das incorporadoras. O imposto sobre os lucros distribuídos às empresas aos sócios, que atualmente são isentos para pessoas físicas, pode resultar em uma redução de até 8% na margem final dos projetos. Renato Monteiro, CEO de uma holding focada no mercado imobiliário, enfatiza que a soma do aumento dos custos com a diminuição das margens irá, inevitavelmente, fazer com que os preços se ajustem. Segundo ele, os novos lançamentos podem ter um aumento superior a 20% em seu valor final.
Monteiro, conhecido por prever movimentos significativos no setor imobiliário brasileiro, comparou a situação atual com uma janela de oportunidade para os compradores. Ele argumenta que aqueles que optam por adquirir um imóvel agora têm a chance de travar preços antes do esperado ajuste de mercado. Com as atuais pressões econômicas e a escassez de terrenos em regiões como Balneário Camboriú, Itapema e Itajaí, a valorização dos imóveis se torna ainda mais evidente.
O empresário conclui que os efeitos mais contundentes da reforma tributária e da nova taxação sobre dividendos serão observados nos próximos lançamentos, quando as obras estiverem totalmente ajustadas aos novos custos. Para os compradores, isso significa que o momento atual é essencial, pois a expectativa é de que, dependendo da região, os imóveis possam até dobrar de valor nos próximos anos.
