A bancada do PSD tem expressado insatisfação com a Pasta da Pesca e está em busca de uma pasta com maior representatividade. A proposta é manter André de Paula na Esplanada dos Ministérios, porém no comando do Turismo. Por outro lado, Celso Sabino seria deslocado do Turismo para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, ocupado por Luciano Santos, que, por sua vez, assumiria o Ministério das Mulheres.
As negociações em relação às alterações no primeiro escalão estão ocorrendo diretamente entre os deputados do partido, porém ainda não chegaram ao Ministério das Relações Institucionais, responsável pelo diálogo entre o governo e o Congresso Nacional.
Uma das especulações que circularam junto à bancada do PSD foi a possibilidade do líder do partido, Antonio Brito, assumir o Ministério do Desenvolvimento Social, atualmente chefiado pelo senador Wellington Dias. No entanto, a mudança foi descartada pela cúpula do partido.
O argumento utilizado pelo PSD para pleitear o Ministério do Turismo está centrado no capital político da sigla. O partido liderado por Kassab comanda o Rio de Janeiro, por meio de Eduardo Paes, um dos principais destinos turísticos do país. Além disso, estão em discussão a entrada da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, para o partido, bem como a federalização com o PSD.
A expectativa é de que a reforma ministerial ocorra logo após a eleição para as mesas diretoras da Câmara e do Senado, agendada para 1º de fevereiro. A dança das cadeiras também deverá impactar a votação do Orçamento de 2025, que está condicionada à reforma ministerial para uma possível aprovação mais rápida e eficiente.
Em meio a essas movimentações políticas, o PSD mantém ligações com o grupo liderado por Jair Bolsonaro e vem buscando garantir sua posição estratégica no cenário político brasileiro. É aguardado que os desdobramentos dessas negociações tragam mudanças significativas no panorama ministerial do governo de Lula e influenciem os rumos da política nacional nos próximos anos.





