Reforços do governo interino da Síria são enviados para cidades costeiras em meio a intensos confrontos com leais a Al-Assad.

O governo interino da Síria está enfrentando um desafio significativo em sua autoridade, com confrontos intensos entre as forças de segurança e os combatentes leais ao líder deposto Bashar Al-Assad nas cidades costeiras do noroeste do país. A violência desencadeada resultou em centenas de mortes, incluindo um grande número de civis, colocando em xeque a estabilidade do novo governo desde a destituição de Al-Assad em dezembro de 2024.

De acordo com informações divulgadas pela Al Jazeera, as forças de segurança do governo anunciaram no último sábado (8) que haviam retomado o controle de grande parte das áreas nas províncias de Tartous e Latakia, onde apoiadores de Al-Assad realizaram ataques coordenados contra postos de controle, comboios de segurança e posições militares.

Um oficial de segurança não identificado citado pela agência de notícias estatal síria, SANA, afirmou que, após os ataques, houve uma reação da população que buscava vingança contra as forças de segurança do governo. O oficial também destacou que as ações resultaram em algumas violações isoladas, mas medidas estão sendo tomadas para contê-las.

Desde a queda de Bashar al-Assad e a transferência do poder para a oposição, Israel tem renegado acordos de retirada com a Síria, ampliando seu controle sobre as regiões do sul e exigindo desmilitarização. Além disso, Israel tem bombardeado regularmente depósitos de armas e instalações militares na região.

Ahmed al-Sharaa, que foi nomeado presidente em um período de transição, se comprometeu a governar com moderação e priorizar a proteção das minorias. Suas declarações buscam tranquilizar a comunidade internacional e garantir que a transição política na Síria seja conduzida de maneira pacífica e inclusiva. A situação atual no país segue sendo acompanhada de perto pela comunidade internacional.

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