O ex-ministro, que deseja concorrer ao Senado, está em diálogo com líderes da federação que envolve o PSOL e a Rede, buscando viabilizar sua candidatura como chapa ao lado de Haddad. Essa composição já tem Haddad como candidato ao governo, enquanto Simone Tebet, do PSB, ocuparia a segunda vaga do Senado.
Vale ressaltar que o diretório estadual adotou uma postura que difere da cúpula nacional do partido. Recentemente, a direção nacional expressou descontentamento com o comportamento de Marina Silva, acusando sua ala de não dialogar de forma adequada com a base partidária. Além disso, um grupo ligado a Marina já havia denunciado a falta de respeito aos princípios que regem a horizontalidade da sigla, acusando a gestão atual de promover um “lawfare” — a utilização do sistema judicial para resolver disputas internas.
A nota oficial da cúpula defendia que o respeito à democracia interna não se resume à satisfação de pretensões individuais, mas sim à manutenção de um ambiente que propicie a convivência e a difusão das ideias entre os filiados. Enquanto isso, a atual gestão do partido reagiu à resistência de Marina, destacando que a sua decisão de permanecer na Rede deve-se a uma visão mais ampla da política e da necessidade de fortalecer alianças entre diferentes partidos.
A tensão interna teve início após a eleição para o diretório nacional, quando o candidato apoiado por Marina não conseguiu se eleger. Desde então, estruturas e propostas dentro da Rede têm gerado divisões, com manifestos e ações legais sendo utilizados por diferentes facções. Com esse cenário dinâmico, a política em São Paulo se vê marcada por uma multiplicidade de vozes que buscam preservar a diversidade e a sustentabilidade como pilares fundamentais da democracia contemporânea.
