Quando o dinheiro é acessado, as famílias têm utilizado para adquirir imóveis e eletrodomésticos básicos, como cama, fogão e geladeira, para realizar reformas e limpezas nas residências afetadas e, em alguns casos, para guardar para gastos futuros.
A moradora do bairro Sarandi, de Porto Alegre, Lisiane Correia, desempregada, pôde finalmente retornar para sua casa, quase 50 dias após as enchentes, e utilizar o auxílio para comprar um fogão e uma geladeira. Segundo ela, o valor foi fundamental para adquirir itens essenciais e recuperar parte do que foi perdido.
Por outro lado, para alguns moradores o valor do auxílio ainda é considerado insuficiente para cobrir todas as perdas. Angela Márcia Dreissg Corino, que tinha um pet shop, ainda luta para limpar sua residência e voltar ao normal. Já Elione da Silva Canedo, vivendo em um abrigo, declarou que o dinheiro não é o bastante para enfrentar todos os gastos necessários após as enchentes.
Existem ainda casos de pessoas que não conseguem acessar o auxílio por falta de informação, como o trabalhador autônomo Salomão Bernardo dos Santos. O prazo para envio dos dados das famílias atingidas pelas prefeituras se encerra nesta terça-feira, e algumas localidades ainda não enviaram as informações necessárias para que os beneficiários possam acessar o auxílio.
Mesmo com os desafios enfrentados pelos atingidos, o auxílio tem movimentado a economia local ao injetar dinheiro em comércios da região. O governo federal prevê atender 375 mil famílias no Rio Grande do Sul, totalizando um montante de R$ 1,9 bilhão em benefícios.





