De acordo com um estudo recente, a situação na capital é alarmante: 50% dos roubos e furtos de veículos ocorrem em apenas 4,3% da área total da cidade. Em municípios como Duque de Caxias, São João de Meriti, São Gonçalo e Nova Iguaçu, os dados são igualmente preocupantes, com as áreas que concentram esses crimes correspondendo a 2,6%, 12%, 5,2% e 3% do território, respectivamente. Esses números ressaltam a concentração geográfica da criminalidade, facilitando a atuação de criminosos e a recuperação dos veículos.
O levantamento também revela que, no ano passado, foram recuperados 17.288 veículos no estado. Desse total, 18% foram encontrados em regiões específicas, como Chapadão, Pedreira, Juramento, Manguinhos, Parque Arará e Complexo da Maré, que frequentemente estão vinculadas a facções criminosas. Esse padrão sugere que o destino dos veículos furtados está muitas vezes relacionado a trajetórias pré-planejadas em função do controle territorial exercido por esses grupos.
A rápida comunicação dos crimes à polícia também chama a atenção. O estudo mostra que, entre os registros de ocorrências envolvendo automóveis, 92,2% foram realizados em até três dias após o furto ou roubo. Com relação à recuperação dos veículos, os dados são igualmente positivos: 95,4% dos carros e 64,4% das motos foram localizados em até 72 horas após a ocorrência.
Esses achados ressaltam não apenas os desafios contínuos que o estado enfrenta no combate à criminalidade, mas também a necessidade de fortalecer as estratégias de segurança pública, considerando o contexto geográfico e os padrões operacionais das organizações criminosas que atuam na região. O relatório enfatiza que o mapeamento e a compreensão dessas dinâmicas são cruciais para aprimorar o combate ao furto e roubo de veículos.





