De acordo com o IBGE, o aumento na produção é impulsionado por um crescimento mensal consistente em todos os estados da região Centro-Oeste, que têm se destacado na capacidade de produção. Entretanto, o cenário não é homogêneo. A safra do Rio Grande do Sul, por exemplo, foi severamente afetada por condições climáticas adversas, como a falta de chuvas e altas temperaturas que marcaram os meses de janeiro e fevereiro. Apesar dessa dificuldade, é importante ressaltar que a produção gaúcha ainda se apresenta 34,6% superior em comparação a 2025.
O crescimento projetado para 2026, mesmo diante do recorde histórico de 2025, é predominantemente atribuído a uma expectativa de aumento de 4,6% na produção de soja, que alcançaria 173,7 milhões de toneladas, também um marco para a série histórica. Contudo, o instituto aponta que algumas culturas poderão sofrer reduções. As previsões indicam uma queda na produção de algodão herbáceo (11,9%), arroz em casca (10,4%), milho (2,4%), feijão (2,0%), sorgo (0,2%) e trigo (5,7%).
Especificamente, a diminuição de 2,4% na produção de milho deve-se a um aumento previsto de 13,7% na primeira safra, mas sendo contrabalançado por uma redução de 6% na segunda safra, refletindo a complexidade e os desafios do clima e das práticas agrícolas.
Além dos números da safra, a agropecuária brasileira tem se mostrado robusta em seu peso na economia, representando um dos pilares do Produto Interno Bruto (PIB), com um crescimento de 11,7% em 2025 em comparação ao ano anterior. Com estes dados, o sector agropecuário se reafirma como uma força significativa da economia, ocupando a terceira posição entre os maiores setores econômicos do país, atrás apenas de serviços e indústria. Para o atual ano, o Banco Central projeta um avanço modesto de 1% para a agropecuária, indicando um panorama cauteloso e observações cuidadosas sobre a evolução do setor.
