Recontagem de Votos no Rio: PL Amplia Bancada e Renan Jordy Assume Mandato Após Cassação de Deputado Rodrigo Bacellar

Na última terça-feira, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) promoveu uma recontagem dos votos para deputado estadual referentes às eleições de 2022, no Palácio da Democracia. Essa ação foi motivada pela cassação do deputado Rodrigo Bacellar, oriundo do partido União Brasil, que, na eleição, havia sido eleito pelo PL. Os votos de Bacellar foram anulados em virtude de denúncias de abuso de poder político e econômico, conforme decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A exclusão dos votos atribuídos a Bacellar resultou na efetivação do suplente Renan Jordy, também do PL, elevando o número de parlamentares do partido na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) de 17 para 18. A situação se torna ainda mais complexa ao se considerar a trajetória de Bacellar, que antes de sua migração para União Brasil, viu sua bancada encolher de 17 para 16 cadeiras, número este que se elevou novamente para 17 com a incorporação do ex-Podemos, Alexandre Knoploch.

O presidente do TRE-RJ, desembargador Cláudio de Mello Tavares, destacou que a nova contagem confirma rigorosamente o resultado das urnas. Ele ainda mencionou que a recontagem trouxe à ribalta uma cadeira que havia sido concedida ao deputado Delegado Carlos Augusto (PL), efetivado na Alerj a partir de 2025, após a renúncia do Doutor Serginho, que assumiu a prefeitura de Cabo Frio.

Com o novo desenho político, Renan Jordy deixa de ser suplente, assumindo seu lugar de forma definitiva. O relatório detalhando o resultado da recontagem foi disponibilizado no site do TRE-RJ e fica aberto para consulta ao público por um período de três dias. Os partidos e federações terão um intervalo de 48 horas após esse prazo para apresentar contestações, que se encerrará no início da próxima semana por conta dos feriados na Justiça Eleitoral. A homologação final da retotalização está prevista para o dia 14 de abril e, somente após isso, o TRE-RJ irá notificar oficialmente a Alerj.

A mudança no cenário político também impacta a presidência da Alerj. Fontes internas da Assembleia sugerem que a Casa optará por esperar a homologação para convocar uma nova eleição para presidente, cargo anteriormente ocupado por Bacellar. Uma tentativa de eleição, realizada recentemente e vencida por Douglas Ruas (PL), foi anulada pela Justiça, que entendeu ser mais apropriado esperar a composição completa do legislativo antes de efetuar a nova escolha.

Douglas Ruas, que se posiciona como pré-candidato ao governo do Rio, busca assegurar sua presença na presidência da Alerj, o que o colocaria na linha de frente no cenário político do Estado. A estratégia de seus aliados é que Ruas assuma interinamente o governo antes do início das campanhas eleitorais, o que aumentaria significativamente sua visibilidade e poder de influência.

A recontagem realizada pelo TRE-RJ, que exclui os cerca de 97 mil votos que Bacellar recebeu, evidencia a complexidade do sistema eleitoral. As cadeiras são designadas conforme o quociente eleitoral, que é obtido por meio da divisão do total de votos válidos pelo número de vagas disponíveis — 70, no caso da Alerj. A recontagem, portanto, não só redefiniu a composição da Assembleia, mas também ressaltou a importância do cumprimento das normas eleitorais na definição dos representantes do povo.

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