De acordo com dados fornecidos por agências internacionais, a infraestrutura física de Gaza sofreu danos avaliados em cerca de US$ 35,2 bilhões (aproximadamente R$ 176 bilhões). Além disso, as perdas econômicas e sociais representam um impacto de cerca de US$ 22,7 bilhões (cerca de R$ 113 bilhões). A situação é ainda mais crítica: a economia local encolheu dramática e insustentavelmente em 84%, enquanto mais de 371 mil unidades habitacionais foram reduzidas a escombros. Somente a metade dos hospitais da região ainda está em funcionamento, e a maioria das escolas foi severamente danificada.
O cenário humanitário é igualmente desolador, com aproximadamente 1,9 milhão de indivíduos deslocados, sendo que mais de 60% da população perdeu suas casas. Para restabelecer serviços básicos, como água e eletricidade, e reconstruir a infraestrutura necessária nos primeiros 18 meses, estima-se que sejam necessários cerca de US$ 26,3 bilhões (cerca de R$ 131 bilhões).
As autoridades internacionais alegam que a magnitude da crise exige que a reconstrução ocorra em paralelo com a assistência humanitária. Um cessar-fogo duradouro é considerado essencial para possibilitar esses esforços. O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, enfatizou a necessidade de garantir o financiamento adequado e as condições de segurança para que a ajuda efetiva chegue àquelas populações devastadas. Ele destacou que, apesar das tentativas, “não acho que tenhamos chegado lá ainda”, referindo-se à implementação de um suporte efetivo na região.
Esses números e relatos não apenas ilustram a magnitude do desafio que a Faixa de Gaza enfrenta, mas também refletem a urgência de um compromisso internacional solidificado para promover a recuperação e a estabilidade na região.







