Atualmente, a ALEAL, composta por 27 deputados estaduais eleitos nas eleições de 2022, é dominada por uma bancada do MDB que conta com 17 figuras. Este número expressivo posiciona o partido em uma situação de influência ímpar, capaz de moldar as decisões legislativas e, consequentemente, a política do estado. Entre os membros dessa bancada, destacam-se líderes proeminentes da política local, como Marcelo Victor, presidente da Casa, e outros nomes de peso como Alexandre Ayres e Flávia Cavalcante.
No cenário adversário, a Federação União Progressista, que envolve partidos como o PP e o União Brasil, surge como a segunda força, totalizando 5 deputados. Este grupo, que inclui figuras como Antônio Albuquerque e Fernando Pereira, também será uma peça importante na dinâmica política estadual. Por outro lado, a Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PV e PCdoB, soma 4 parlamentares e se alinha às diretrizes do governo federal, reforçando seu papel dentro do eixo governista.
Curiosamente, o PL aparece isolado com apenas um deputado, Cabo Bebeto, que se posiciona na oposição. A ausência de representatividade dos partidos Republicanos e Solidariedade marca uma perda significativa de espaço político, revelando o impacto direto das movimentações partidárias na Assembleia.
O novo arranjo político não é apenas um cenário momentâneo, mas sim um prenúncio da batalha eleitoral de 2026. Todos os atuais deputados que buscam reeleição possuem vantagens estruturais, como acesso a recursos, bases eleitorais e a capacidade de articulação política. Essa configuração sugere um cenário de baixa renovação, com forte tendência à reeleição, visto que os incumbentes frequentemente têm a vantagem de controle sobre suas bases eleitorais.
Ademais, a nova composição da ALEAL denota um acirrado jogo de força entre as lideranças, evidenciando um movimento consciente de sobrevivência política. A migração de deputados para partidos mais competitivos, visando garantir uma legenda viável, reafirma a busca incessante por espaço em um ambiente político cada vez mais concentrado e previsível.
Assim, a nova configuração da ALEAL já sinaliza que a corrida eleitoral de 2026 começou, com pré-requisitos e alianças que moldarão os contornos dessa disputa. O fortalecimento de bancadas e a manutenção de mandatos indicam que os candidatos incumbentes estarão em vantagem, criando um ciclo de reeleições que pode dificultar a ascensão de novas lideranças no cenário político alagoano. Em uma análise final, a política em Alagoas se desenha de maneira clara: quem já está no poder possui uma vantagem significativa, e isso, historicamente, faz uma enorme diferença.





