O Bradesco, apesar de apresentar o maior volume absoluto de queixas — totalizando 5.398 reclamações — ocupou a segunda posição no ranking em termos de índice de reclamações por milhão de clientes, sendo superado pelo C6. Este último teve um expressivo índice de 55,30 reclamações por milhão, enquanto Bradesco teve 48,92. Por sua vez, o BTG/Pan, PicPay e Inter também figuraram entre os cinco primeiros, com índices de 42,81, 37,22 e 34,86 respectivamente.
A lista de reclamações revela um panorama interessante: dos 15 bancos e instituições analisadas, nove são digitais ou do setor fintech, enquanto apenas seis representam instituições tradicionais. Isso indica um predominante crescente dos serviços digitais, que além de liderarem o ranking de queixas, também apresentam os menores índices de reclamação em outros casos. No fim da lista estão três fintechs — Nubank, 99Pay e CloudWalk —, ao lado de gigantes como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, que conseguiram manter índices baixos de reclamação.
As reclamações mais recorrentes, segundo os dados do Banco Central, dizem respeito a irregularidades na integridade e segurança dos serviços relacionados ao crédito consignado, cartões de crédito e operações de crédito em geral. O sistema de monitoramento do BC, que avalia as reclamações feitas através de diferentes canais de atendimento, busca tanto a redução das queixas quanto o aprimoramento da regulação e educação financeira, não atuando em situações individuais, mas coletivamente para o fortalecimento da confiança no sistema financeiro.







