A luta da família começou assim que Lucas chegou ao mundo. Laysa, ansiosa e apreensiva, relata que seu primeiro contato com o filho ocorreu no dia seguinte ao parto, momento em que notou que sua respiração apresentava peculiaridades. “Quando soube que ele precisaria passar pela cirurgia, fui tomadas pelo medo e pela ansiedade, mas felizmente, tudo correu bem”, relata a mãe emocionada.
A coarctação da aorta, a condição que afetava Lucas, é um estreitamento congênito dessa importante artéria, que força o coração a trabalhar de forma mais intensa para bombear o sangue. Essa condição, não tratada, pode resultar em complicações severas, como insuficiência cardíaca e acidentes vasculares cerebrais. O cirurgião cardiovascular pediátrico José Leitão comentou sobre a complexidade do caso, explicando que, embora existam alternativas menos invasivas, a anatomia de Lucas exigia uma abordagem cirúrgica aberta.
Durante o procedimento, foram realizados exames cruciais, como a angiotomografia computadorizada, para confirmar o diagnóstico e guiar a intervenção. Após a operação, que foi bem-sucedida, Lucas recebeu alta, podendo agora se recuperar em casa. Laysa destaca o atendimento excepcional que a equipe médica do hospital proporcionou, elogiando tanto médicos quanto enfermeiros pelo acolhimento e apoio que recebeu durante os momentos de tensão. “A recuperação dele está sendo maravilhosa e sou muito grata pelo suporte que nos deram”, disse.
Esse caso emocionante não apenas ressalta a importância da detecção precoce de condições cardíacas, mas também a capacidade de profissionais da saúde de realizar intervenções complexas, oferecendo esperança e vida a pacientes tão jovens. Lucas agora começa uma nova etapa, em casa com sua família, simbolizando esperança e superação.
