Segundo comunicado oficial da presidência, essa queda nas receitas foi ocasionada pelos eventos recentes no mar Vermelho e na região de Bab el-Mandeb, que impactaram negativamente a navegação no canal e a sustentabilidade do comércio global. No exercício fiscal entre 2022 e 2023, o Egito havia alcançado uma receita superior a US$ 10 bilhões (cerca de R$ 61,65 bilhões) com o Canal de Suez.
A operação do canal é uma das principais fontes de receita do orçamento egípcio e desempenha um papel crucial na reposição das reservas em dólares do país. No entanto, desde o outono de 2023, diversos navios têm evitado a rota pelo canal devido ao receio de ataques por parte do movimento iemenita Ansar Allah, também conhecido como houthis.
Essa situação preocupa as autoridades do Egito, que buscam soluções para restaurar a confiança dos navegantes e impulsionar o movimento no Canal de Suez. A queda nas receitas representa um desafio econômico para o país, que depende significativamente da operação do canal para manter sua estabilidade financeira.
É fundamental que as autoridades egípcias adotem medidas para garantir a segurança da rota pelo Canal de Suez e restabelecer a confiança dos armadores internacionais, visando a recuperação das receitas e a manutenção da importância estratégica dessa via marítima para o comércio global.





