Após ter se rearmando após o acordo de paz de 2016 com as Farc, Márquez foi alvo de especulações sobre sua morte, mas o governo desmentiu os rumores. Em março, a polícia confirmou que ele estava no país. No vídeo divulgado, Márquez elogiou a ideia de Petro de realizar uma Assembleia Constituinte, chamando-a de “genial”.
O líder guerrilheiro, que tem ordens de captura por crimes como narcotráfico e assassinatos, fez o pronunciamento durante o Fórum Binacional de Paz no Departamento de Vichada, na fronteira com a Venezuela. Ele pediu para que o governo garanta a presença de representantes da periferia na Assembleia Constituinte.
Após ter participado das negociações em Havana que levaram ao acordo de paz de 2016, o retorno de Márquez à clandestinidade representou um golpe para o processo de paz que reintegrou milhares de rebeldes à vida civil. Em fevereiro, o governo de Petro e a Segunda Marquetalia anunciaram o início de um processo de diálogo, sem especificar uma data.
Petro, o primeiro presidente de esquerda da Colômbia, também está em negociações com a guerrilha do ELN. Por outro lado, as negociações com o EMC, outra facção dissidente das Farc, estão rompidas desde março, quando o governo quebrou um cessar-fogo após o assassinato de uma indígena por rebeldes.
O retorno de Iván Márquez e o apoio às propostas de Gustavo Petro colocam em xeque a estabilidade política na Colômbia, em um cenário marcado por conflitos e desafios para a consolidação da paz no país.
