Esse aviso direto para os torcedores escancara um problema mais amplo que vem afetando o basquete europeu, especialmente em virtude das tensões geradas pelo conflito israelo-palestino. Em um caso recente, o Valencia Basket formalizou uma queixa contra a Euroleague Basketball, relatando incidentes de racismo e abusos verbais durante um jogo em Israel, onde sua equipe foi hostilizada por torcedores adversários.
Em resposta a essa situação crítica, a Euroliga tomou medidas cautelares, reavaliando a logística dos jogos que envolvem equipas israelenses. A decisão abrangente incluiu a transferência temporária das partidas para a Sérvia e a Bulgária, enquanto se analisa as condições de segurança adequadas para a realização dos eventos esportivos.
Com a confirmação dos portões fechados, o Real Madrid segue os passos do seu arquirrival, o Barcelona, que também decidiu adotar a mesma medida em relação à sua partida contra o Maccabi. Este jogo, marcado para o dia 6 de janeiro, também ocorrerá sem a presença de torcedores.
As implicações dessas decisões refletem a crescente necessidade de se priorizar a segurança dos atletas e do público em um cenário onde a tensão se faz cada vez mais presente. Atualmente, na tabela da Euroliga, o Real Madrid ocupa a 10ª posição, com um registro de 11 vitórias e 8 derrotas em 19 jogos, enquanto o Maccabi Tel Aviv se posiciona em 14º lugar, com 8 vitórias e 11 derrotas. Essa rivalidade esportiva, que nas quadras poderia promover a união, se vê agora ofuscada por temáticas de segurança e violência.







